Futebol no sangue: Zé Ricardo e Jair Ventura duelam no clássico Flamengo x Botafogo

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À beira do gramado do Maracanã, neste sábado, às 17h, estarão duas das revelações deste Brasileiro: os técnicos Zé Ricardo, do Flamengo, e Jair Ventura, do Botafogo. Mais do que o estilo estudioso, eles têm em comum a influência paterna em suas trajetórias.

O treinador rubro-negro viu o pai, Alessandro, tentar seguir carreira no tradicional time do São Cristóvão, na década de 1950. Mas sua jornada, similar a de muitos meninos que tentam emplacar no futebol, não foi bem-sucedida. Passou a trabalhar, então, como jornaleiro. Mas, antes de morrer, não conseguiu estampar nenhuma manchete sobre o filho Zé Ricardo.

— Meu pai foi treinado por Gentil Cardoso, que depois dirigiu a seleção brasileira. Mas com uma contusão de joelho, pouquíssima estrutura e apoio, abandonou o futebol e voltou a trabalhar como jornaleiro, profissão que exerceu a vida toda — lembra Zé, que jogou futsal também no São Cristóvão.

Jair Ventura, por sua vez, cresceu sob o impacto do Furacão da Copa de 1970. Filho de Jairzinho, não teve o mesmo sucesso do pai como jogador. Decidiu, então, buscar qualificação para ser, como técnico, o profissional de excelência que sonhava. Antes auxiliar, ganhou um voto de confiança depois da saída de Ricardo Gomes. E já caminha com as próprias pernas.

— Nosso relacionamento é de pai para filho. Profissionalmente, fizemos um pacto: só respondo se ele me perguntar. Ele é adulto, competente. Tem de acertar e errar com as próprias decisões — conta Jairzinho.

Qualificação de olho na América

O currículo de Zé Ricardo, com passagens apenas pelas categorias de base, ganhou corpo depois de uma bela campanha no Brasileiro. A diretoria já estuda enviá-lo para um estágio fora do país. Mas o tempo restrito e a necessidade de planejar a próxima temporada — o técnico está garantido no comando durante a Libertadores — podem adiar os planos. Assim, uma alternativa possível seria fazer o curso de treinadores da CBF durante as férias de fim do ano.

— Teremos muito trabalho. Fazer um curso fora do país é uma ideia para frente. O clube tinha como meta me subir aos poucos, mas a saída do Muricy Ramalho mudou os planos — explica Zé.

Com moral internamente por ter mudado a trajetória do Botafogo neste Brasileiro, Jair, que nunca deixou de estudar, convive com a cobrança dentro de casa. O pai, Jairzinho, trata de lembrá-lo que a classificação à Libertadores ainda não está garantida:

— Infeliz é quem acha que sabe mais que o outro. O meu filho não é assim: divide os méritos. Mas, até agora, não conseguiu nada.

Fonte: Extra.com

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